sexta-feira, 24 de junho de 2011

Release do meu show "Noel & Adoniran: Cronistas do Cotidiano"

Mais uma produção minha...
Noel Rosa e Adoniran Barbosa: dois brilhantes compositores brasileiros com obras que são conhecidas em todo mundo e que atravessam gerações sem perderem a popularidade.
Noel e Adoniran souberam, como poucos, contarem os fatos do dia a dia e os eventos da época. Ao ouvir e analisar suas composições é possível fazer uma viagem ao Brasil de antigamente e conhecer um pouco da vida dos principais centros urbanos do Brasil — São Paulo e Rio de Janeiro — em meados do século XX.
Contando “causos” sobre estes mestres, com bom humor, conhecimento e sensibilidade, Kilder Jarier é acompanhado por um trio de excelentes músicos no show “Cronistas do Cotidiano”. Grandes sucessos recebem novas interpretações e fazem o público cantar músicas que já fazem parte do inconsciente popular.
Vale à pena acompanhar esta produção de Kilder Jarier.
tel: 11 99569618 (comigo mesmo)

Paz e bem!

Release do meu show "Corriqueiro"

Um pouco demarketing não faz mal...
O que é visto rotineiramente é chamado que fato corriqueiro. Hoje em dia, com tanto acesso a informação, nas mais variadas mídias, o mundo tornou-se corriqueiro, mesmo diante dos fatos que nos deixam atônitos. O chocante também se tornou corriqueiro.
Mas, muito antes de se pensar em globalização, os compositores já transformavam o corriqueiro, o que todo mundo sabe, os casos abordados pela “mass media”, em clássicos do cancioneiro popular, imortalizados pelos mais variados estilos e intérpretes.
O show “Corriqueiro” traz uma compilação de 16 canções deste tipo, cujo Samba é um estilo muito presente. Doença, fome, marginalidade, futebol, morte... Tudo isso é ilustrado na voz potente de Kilder Jarier, acompanhado por seu fiel escudeiro: o violão. Tudo apresentado com o bom humor deste seguro intérprete, de raízes paulistanas, com mais de vinte anos de carreira Canta-se Noel Rosa, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Luiz Américo, Ataulfo Alves e outros com leveza e formato ímpar.
Vale à pena acompanhar esta produção de Kilder Jarier.
Contato: kilderjarier@bol.com.br
11 99569618 (comigo mesmo)

Paz e bem!

domingo, 19 de junho de 2011

Discussão

Estou numa discussão - via facebook - com pessoas que valorizam uma formação oferecida por uma das prefeituras que leciono, sobre Música. Esta formação teve poucos encontros e foi para leigos. Ela não mudará em nada o que é feito sobre Música nesta rede em questão, e já que está faltando até papel higiênico nas escolas, chamei esta ação de DEMAGÓGICA. Publico aqui o último capítulo desta discussão e, já que cada um conta a História do seu jeito, mostro a parte que me cabe neste latifúndio!

Concordo com você: toda História tem dois lados e sempre ouvimos uma versão. Acredito que precisamos de estudos sobre Filosofia, Religião e Psicologia, tanto para as crianças quanto para os professores. Discussões sobre Ètica também seriam pertinentes para discentes e docentes. Quanto a EMC e qualquer coisa sobre a época da Ditadura, creio que nós não estaríamos discutindo por aqui se eles estivessem no poder ou alguém tivesse assumido o esquema. E não vale o discurso que as coisas iam melhor e o povo era mais educado, pois não havia a divulgação dos fatos como há hoje. O Brasil precisa formar melhor seus cidadãos... e faz tempo, desde quando o país começou. Para isto temos que apostar naquilo que o cidadão pode SER ao invés daquilo que ele pode TER. colocar na cabeça das pessoas que uma parcela pequena da população fará sucesso e sera milionária, não sendo mal nenhum ser humilde e honesto... e isso é papel da FAMÍLIA que a escola, burramente, por meio dos professores que aceitam tudo, pegou para si. Com este trabalho extra, algo ia rodar. Por resultados nós ensinamos mal o mundo dos números, letras e o conhecimento científico e ensinamos poir ainda os valores, usos, tradições e costumes, pois não somos pai e mãe e não temos o poder constituido pela genética para criar os petizes.
Sou relativamente novo, mas diferente da maioria daqueles de minha faixa etária, estudei bastante e me revolto de pagar todos meus impostos em dia e ver que o governo não faz o mínimo: gasta fortunas em propaganda e falta médico e medicamento no posto de saúde; falta professor substituto - que leva as salas a ter mais de 35 crianças, pois o contingente do professor que falta (e tem direito disso) é dividido para os demais - e agora tenho que leva papel higiênico para meu consumo e de meus alunos. Eles e eu pagamos imposto por tudo (só falta cobrança tributária sobre o ar respirado) e não há garantia do BÁSICO. Que raio de administração municipal é essa que permite que materiais didaticos cheguem com erros até o aluno e faça isso truncar os planejamentos por mais de um mês? Que raio de administração municipal é essa que não enviou ainda o material didático do segundo bimestre (e ele já está nos extertores)? Que raio de administração municipal é essa que não consegue garantir matedial escolar para as crianças (visto que a lei de financiamento da educação brasileira garante isso para todos os alunos)?
Recebi um aumento de salário substancioso este ano e, agora, este é um dos municípios que melhor paga os professores na região. mas dinheiro não é tudo.
Para concluir: formação em Música para uma maioria de leigos, num tempo exíguo e com poucos encontros não garante o ensino da arte musical nas escolas. o que vamos continuar a ver e professoras entoando musicas de roda com marcação marcial, sem ritmo ou melodia, formando mais uma geração de desafinados, desritmado e, pior, sem bases para um gosto musical decente: prato cheio para os veículos de "mass mídia" reforçarem a cultura do ter e transformar o país num imenso shopping, onde vale tudo para ter os ítens da moda!
Sem o BÁSICO qualquer ação vira FACTÓIDE. É o mesmo de você inaugurar um açougue com as melhores carnes e sistema de conservação do mundo, mas sem facas.

Paz e bem!

domingo, 12 de junho de 2011

Obrigatório

O governo acabou de determinar, por força de lei, devidamente aprovada pelas vias democráticas, que nenhum cidadão do país pode ficar sem orientação religiosa ou freqüentar templo, igreja, sinagoga, terreiro ou afim. A justificativa para tal legislação parte do princípio que a religião é fundamental para o homem, assim como alimentação e abrigo. Além do mais, a religião é fundamental para agregar famílias e promover os bons costumes.
Diante deste quadro fictício, ocorreu um levante de entidades de classes, conselhos e ordens profissionais. Logo os advogados renomados do país questionaram a constitucionalidade do dispositivo legal. Foi noticiado o acontecimento de manifestações e passeatas nas principais cidades, com algumas sendo coibidas com violência pela polícia. Ações cíveis chegaram ao supremo tribunal para julgamento dos nobres juízes superiores, mas todas foram consideradas improcedentes com grandes diferenças de votos. Diante deste quadro, o coro dos descontentes foi esmaecendo, esmaecendo, até o berro virar sussurro e deixar de ser ouvido.
E já que a pena do “desreligioso” era a reclusão, poucos arriscaram a desobediência. Como os políticos casuístas amam promover sua imagem a fim de votos nas eleições vindouras, viram-se prefeitos reunindo autoridades e encabeçando forças tarefas para garantir a execução da lei. E como toda briga tem dois lados – geralmente ambos sem razão – os favoráveis a nova legislação ovacionavam as medidas do governo e exaltavam que “agora o país vai para frente” ou “estamos entrando no primeiro mundo”, graças ao grande esforço para ver todos rezando e louvando os seus deuses.
Poderia seguir este texto até o ponto que o “super homem restituiria a glória e mudaria o curso da história”, mas quero deixar outra idéia com base nesta ficção estapafúrdia: não existe nada obrigatório que funcione. Hoje em dia é comum as pessoas justificarem o voto obrigatório, subverterem o alistamento militar obrigatório, não inocularem seus filhos com as vacinas obrigatórias, mudarem para canais pagos para não assistirem a propaganda política obrigatória, até as paradas obrigatórias do sistema viário não são respeitadas por todos...
Tudo porque o ser humano possui livre arbítrio e pauta suas escolhas naquilo que o convém. Assim não entendo a Educação ser obrigatória, talvez por isso ela não funcione a contento. Como ensinar quem não quer aprender?

Paz e bem!

quinta-feira, 9 de junho de 2011