sábado, 24 de dezembro de 2011

Allanna Doro no Programa Raul Gil

Minha filha, Allanna Doro (6), gravou o Programa Raul Gil em 9/12. Sua participação vai ao ar em 21/1/2012. Vai ai algumas fotos deste dia mágico e especial para ela e todos que estão a sua volta.

Sambas & Sambas







quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Agenda da semana


9/9 - 19h: Sexta Musical da Associação Clube (SBC)
Pocket Show onde cantarei os grandes sucessos do samba
Informações: http://www.associacaoclube.com.br/

10/9 - 14h: Feijoada do D' Leon Bar (S. Paulo)
Junto com a cantora Marisol e a galera do TJM. Participação especial de Biro do Cavaco.
Feijoada fantástica...
Informações: http://www.dleonbar.com/

10/9 - 20h: O Franciscano (Diadema)
Fazendo meu "Samba Íntimo": violão e voz para interpretar grandes sambas e sucessos da MPB de forma intimista.
Informações: http://www.ofranciscano.com.br/

Será uma imensa alegria ver cada um de vocês na plateia!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Agenda (agosto/setembro)

Meus próximos compromissos:

  • (27/8 - Das 14h as 19h) Feijoada com Sabor de Samba no D' Leon Bar.
Rua República do Iraque, 1298. Campo Belo - São Paulo/SP
Inf. e res.: (11)23686226 (11)50941018 (11)50941007
http://www.dleonbar.com/

Com o Sabor de Samba, em clima intimista e "semi-acústico" para alegrar sua tarde. A Feijoada é maravilhosa!

  • (3/9 - A partir das 11h) São Bernardo em Movimento
Praça Giovanni Breda, s/n. Assunção - São Bernardo do Campo/SP
Inf. (11)43368201
http://www.saobernardo.sp.gov.br/


"Corriqueiro" é uma compilação de 16 sambas que ilustram fatos rotineiros e comuns. Todos intimados a comparecer e prestigiar! Vale a pena!
A Pça Giovanni Breda se transformará no palco do samba. Esta programação faz parte dos festejos de aniversário de 458 anos de São Bernardo do Campo.
 
  • (3/9 - Das 20h as 23h) Samba Íntimo no Restaurante O Franciscano.
Restaurante "O Franciscano"
Praça dos Cristais, 44 (ao lado da Delegacia de Diadema). Diadema/SP
Inf. e res: (11)28979431 (11)40571773
O "Samba Íntimo" é assim: violão e voz, na interpretação dos maiores sucessos do gênero com pinceladas em outros estilos. Vale a pena conferir.

  • (9/9 - Das 19h as 22h) Sexta Musical da Associação dos Funcionários Públicos de São Bernardo do Campo.
Associação dos Funcionários Públicos de São Bernardo do Campo.
Rua 28 de Outubro, 61. Centro - São Bernardo do Campo/SP.
Informações:(11) 3531-4366
www.associacaoclube.com.br

Em formato para pocket show, farei um passeio pelo samba cantando os grandes sucessos do gênero. Para cantar junto, dançar e se emocionar. Estarei acompanhado por Walter Poli (percuteria) e Cris do Cavaco (cavaquinho).
Sócios: gratuito
Não Sócios: R$ 10 (acompanhado por sócio)

Paz e bem.

domingo, 21 de agosto de 2011

Renúncia

A vida é permeada e conduzida por escolhas. Desde a preferência por café ou chocolate no leite, até os nomes que escolhemos para nossos filhos (imensa responsabilidade), passamos as 24 hortas do dia escolhendo. Até quando optamos pelo imobilismo, estamos fazendo uma escolha. Até a neutralidade é uma escolha.
Dentro de uma situação você pode até escolher a neutralidade, ficar “em cima do muro”. Você escolhe não tomar partido, mas não foge da escolha. Opinar é algo inerente a vida. Creio que sem esta prerrogativa não haveria nenhum tipo de vida na Terra.
Entretanto, o que pauta as escolhas? Respondo: o bem estar. Escolher por “A” ou “B” decorre do quão bem você ficará diante das variáveis disponíveis. Cada opção busca um cenário onde o conforto seja maior que o incômodo. Até quando a situação é ruim, você escolhe aquilo que traga menos sofrimento.
Mas toda escolha traz renúncia, visto que nada é totalmente bom ou ruim. Tal “Yin e Yang”, tudo que é bom contem um pouco de mal e vice versa. Mesmo assim você busca seu conforto (ou a fuga do sofrimento maior), abre mão do pouco (ou muito) do bom e segue na busca incessante de bem estar ou, como dizem alguns, felicidade (que para mim é algo absolutamente utópico).
Não que a felicidade não exista, mas não está, em minha opinião, na chegada num objetivo, mas no caminho que se faz para ela. A felicidade é composta por pequenas tristezas e grandes renúncias. Ao chegar ao objetivo (felicidade para muitos), logo se procura outras coisas para satisfazer a ânsia de conquistas, vitórias, fugas, tristezas e, sobretudo, renúncias que constroem e dão humanidade a vida carnal dos seres ditos racionais deste planeta.
Assim, mesmo quando estamos numa condição melhor e com a vida mais organizada, velamos e choramos as renúncias que somos obrigados a fazer para atingir este objetivo. Então vemos que, mesmo sofrendo muito na condição anterior, éramos felizes... Só não sabíamos.
Dedico este texto para minha amiga, porque não dizer irmã, Eliane.
Paz e bem!

domingo, 14 de agosto de 2011

A praça é do povo

Estarei na Praça Giovanni Breda (Área Verde), no bairro Assunção, em São Bernardo do Campo, no dia 3 de setembro, as 11 horas da manhã, apresentando meu show "Corriqueiro".
Serão 16 canções de compositores consagrados, que falam de fatos da rotina. Estarei acessorado por Cris do Cavaco (cavaquinho), Ronaldo Gama (Contra Baixo) e Walter Poli (percuteria), numa apresentação de muita classe. Este operário do samba ficará feliz com a presença de todos. Tudo pela boa música brasileira.

Paz e Bem!

Foto do Botequim Tricolor 2011. Com o Sabor de Samba.


sábado, 30 de julho de 2011

Minha Agenda

AGOSTO
5, 19h Refúgio do Sambista (S. Paulo/SP) Esquenta: Royce do Cavaco.
6, 13h Botequim Tricolor no SPFC (São Paulo/SP) Sabor de Samba.
7, 14h Festa da Comunidade do Samba (S. Bernardo do Campo/SP)
12, 19h30 Badalo da Villa (S. Paulo/SP) Marisol/TJM. Meu aniversário.
13 e 20, 14h D’ Leon Bar (S. Paulo/SP) Marisol/TJM.
27, 14h D’ Leon Bar (S. Paulo/SP) Encontro dos Sambistas.


SETEMBRO
3, 14h D’ Leon Bar (S. Paulo/SP) Marisol/TJM.
16, 19h Sexta Musical da Associação Clube (São Bernardo do Campo/SP)
17, 13h Colina das Estrelas (Tatuí/SP) Sabor de Samba.
24, 13h Subida ao Pico do Jaraguá (São Paulo/SP) Sabor de Samba.


Ainda tenho datas disponíveis em agosto e setembro!

Paz e bem!

domingo, 24 de julho de 2011

Meu lenitivo!

Pois é... lecionar menos e cantar mais (até para espantar as mazelas d'alma). Já consigo colecionar pequenas vitórias na luta de cantar meu samba: Produtoras me procuram, parceiros chegam e apresentações se concretizam. Conto detalhes nas próximas semanas... Sei que sou um operário do samba, só isso!

Paz e bem!

Pronto!

Pronto para continuidade da batalha... Amanhã volto, de forma efetiva, as atividades docentes. O recesso serviu para organizar as ideias e me cuidar de forma efetiva. O tempo venceu e, portanto, preciso "me por" pronto, entretanto sinto faltar força para esta tarefa. Este descanso permitiu para fortalecer a impressão - muito real - que não vou concluir minha trajetória profissional com uma jornada semanal de sessenta horas. Faz-se urgente trabalhar menos na Educação, até para sobreviver!

Paz e bem!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Será que progresso é sinonimo de melhora?

Ouvi uma notícia no rádio: no estado de Indiana não se ensina mais letra cursiva, assim como em outros quarenta estados americanos. A justificativa para isso é que, com o advento do computador, a letra de forma é a mais usada e a digitação veloz muito mais importante.
Então tá. Vamos jogar fora quatro mil anos de conhecimento já que temos a máquina. Ela valerá em todas as situações: bilhetes na porta da geladeira, cartinhas de namorados, cartões de Natal... Ah! Desculpe-me! Até isso é feito com a letra morta do computador ou na impessoalidade da letra bastão. O Mundo, realmente, fica cada dia mais sem graça. Quem disse que o progresso melhora alguma coisa!

Paz e bem!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Insensibilidade

Num rodapé...
Desenhando comportamento de baixo calão:
É impuro perante teus princípios,
Traidor de tuas virtudes

Sorri diante das agruras
Que o próximo pode sofrer.
Distante de sua jornada,
Esquece da palavra viver.

Assim nocauteia qualquer princípio,
Parafraseia o primeiro provérbio:
Vale tudo pela média,
Para não brilhar por sobre os outros.

Num flash que cega qualquer mente,
Tirou o tempo para uma dança
E deixou ele no meio da pista,
Vitimado por um atropelamento:

Covarde vida humana, passada em revista!

Paz e bem!

sábado, 9 de julho de 2011

Trechos dos meus shows para voce baixar.

Leve estes trechos para seu tocador de mp3 e divulgue um pouqyuinho do meu trabalho.
http://www.4shared.com/audio/Fs1VkKz4/Kilder_Jarier_-_De_Frente_pro_.html (De Frente pro Crime/ João Bosco)
http://www.4shared.com/audio/FSaZ5AkK/Kilder_Jarier_-_Isso_aqui__o_q.html (Pout Porri com Ary Barrroso e Ze Ketti)
http://www.4shared.com/audio/oeiaMOD_/Kilder_Jarier_-_Kid_Cavaquinho.html (mais uma do João Bosco)

Tudo na minha voz e interpretação.

Paz e bem!

Prece

Oh! Deus
Na minha prece eu faço um apelo,
Veja afinal meu desespero,
Vem acabar com minha dor.

Oh! Deus
Há muito tempo estou perdido,
Sempre na busca de um sorriso,
Que identifique meu amor.

Oh Deus
Te endereço minha súplica
Mudo até minha conduta
Para ver ela surgir

Que encha minh'alma de felicidade
E a tristeza assim tenha um fim:
Meu trilhar terá muito mais rumo com ela aqui.

Deus...abra meus olhos para a verdade
Porque um homem sem amor não tem vaidade
Resgate a esperança de vida perdida nos olhos de um velho amor
Reacenda o brilho da alma de um pecador.

Deus... sou grão de areia num deserto
Porém com fé em minha prece eu te peço
Descortine a verdade da vida para um ser que cansou de sofrer
Pois um homem sozinho agoniza e vive a padecer.

Paz e bem.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Meus trabalhos musicais.

Começo hoje a disponibilizar minhas músicas e shows para download via 4shared. Começo pelas canções "Compositor" e "Tributo aos Bambas", que fazem parte do cd do Sabor de Samba de 2002. Baixem e divulgem. Em breve tem mais.

http://www.4shared.com/audio/Y2SgavWf/Kilder_Jarier_-_Tributo_aos_Ba.html
http://www.4shared.com/audio/mIhO9Vi1/Kilder_Jarier_-_Compositor.html

Paz e bem!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Release do meu show "Noel & Adoniran: Cronistas do Cotidiano"

Mais uma produção minha...
Noel Rosa e Adoniran Barbosa: dois brilhantes compositores brasileiros com obras que são conhecidas em todo mundo e que atravessam gerações sem perderem a popularidade.
Noel e Adoniran souberam, como poucos, contarem os fatos do dia a dia e os eventos da época. Ao ouvir e analisar suas composições é possível fazer uma viagem ao Brasil de antigamente e conhecer um pouco da vida dos principais centros urbanos do Brasil — São Paulo e Rio de Janeiro — em meados do século XX.
Contando “causos” sobre estes mestres, com bom humor, conhecimento e sensibilidade, Kilder Jarier é acompanhado por um trio de excelentes músicos no show “Cronistas do Cotidiano”. Grandes sucessos recebem novas interpretações e fazem o público cantar músicas que já fazem parte do inconsciente popular.
Vale à pena acompanhar esta produção de Kilder Jarier.
tel: 11 99569618 (comigo mesmo)

Paz e bem!

Release do meu show "Corriqueiro"

Um pouco demarketing não faz mal...
O que é visto rotineiramente é chamado que fato corriqueiro. Hoje em dia, com tanto acesso a informação, nas mais variadas mídias, o mundo tornou-se corriqueiro, mesmo diante dos fatos que nos deixam atônitos. O chocante também se tornou corriqueiro.
Mas, muito antes de se pensar em globalização, os compositores já transformavam o corriqueiro, o que todo mundo sabe, os casos abordados pela “mass media”, em clássicos do cancioneiro popular, imortalizados pelos mais variados estilos e intérpretes.
O show “Corriqueiro” traz uma compilação de 16 canções deste tipo, cujo Samba é um estilo muito presente. Doença, fome, marginalidade, futebol, morte... Tudo isso é ilustrado na voz potente de Kilder Jarier, acompanhado por seu fiel escudeiro: o violão. Tudo apresentado com o bom humor deste seguro intérprete, de raízes paulistanas, com mais de vinte anos de carreira Canta-se Noel Rosa, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Luiz Américo, Ataulfo Alves e outros com leveza e formato ímpar.
Vale à pena acompanhar esta produção de Kilder Jarier.
Contato: kilderjarier@bol.com.br
11 99569618 (comigo mesmo)

Paz e bem!

domingo, 19 de junho de 2011

Discussão

Estou numa discussão - via facebook - com pessoas que valorizam uma formação oferecida por uma das prefeituras que leciono, sobre Música. Esta formação teve poucos encontros e foi para leigos. Ela não mudará em nada o que é feito sobre Música nesta rede em questão, e já que está faltando até papel higiênico nas escolas, chamei esta ação de DEMAGÓGICA. Publico aqui o último capítulo desta discussão e, já que cada um conta a História do seu jeito, mostro a parte que me cabe neste latifúndio!

Concordo com você: toda História tem dois lados e sempre ouvimos uma versão. Acredito que precisamos de estudos sobre Filosofia, Religião e Psicologia, tanto para as crianças quanto para os professores. Discussões sobre Ètica também seriam pertinentes para discentes e docentes. Quanto a EMC e qualquer coisa sobre a época da Ditadura, creio que nós não estaríamos discutindo por aqui se eles estivessem no poder ou alguém tivesse assumido o esquema. E não vale o discurso que as coisas iam melhor e o povo era mais educado, pois não havia a divulgação dos fatos como há hoje. O Brasil precisa formar melhor seus cidadãos... e faz tempo, desde quando o país começou. Para isto temos que apostar naquilo que o cidadão pode SER ao invés daquilo que ele pode TER. colocar na cabeça das pessoas que uma parcela pequena da população fará sucesso e sera milionária, não sendo mal nenhum ser humilde e honesto... e isso é papel da FAMÍLIA que a escola, burramente, por meio dos professores que aceitam tudo, pegou para si. Com este trabalho extra, algo ia rodar. Por resultados nós ensinamos mal o mundo dos números, letras e o conhecimento científico e ensinamos poir ainda os valores, usos, tradições e costumes, pois não somos pai e mãe e não temos o poder constituido pela genética para criar os petizes.
Sou relativamente novo, mas diferente da maioria daqueles de minha faixa etária, estudei bastante e me revolto de pagar todos meus impostos em dia e ver que o governo não faz o mínimo: gasta fortunas em propaganda e falta médico e medicamento no posto de saúde; falta professor substituto - que leva as salas a ter mais de 35 crianças, pois o contingente do professor que falta (e tem direito disso) é dividido para os demais - e agora tenho que leva papel higiênico para meu consumo e de meus alunos. Eles e eu pagamos imposto por tudo (só falta cobrança tributária sobre o ar respirado) e não há garantia do BÁSICO. Que raio de administração municipal é essa que permite que materiais didaticos cheguem com erros até o aluno e faça isso truncar os planejamentos por mais de um mês? Que raio de administração municipal é essa que não enviou ainda o material didático do segundo bimestre (e ele já está nos extertores)? Que raio de administração municipal é essa que não consegue garantir matedial escolar para as crianças (visto que a lei de financiamento da educação brasileira garante isso para todos os alunos)?
Recebi um aumento de salário substancioso este ano e, agora, este é um dos municípios que melhor paga os professores na região. mas dinheiro não é tudo.
Para concluir: formação em Música para uma maioria de leigos, num tempo exíguo e com poucos encontros não garante o ensino da arte musical nas escolas. o que vamos continuar a ver e professoras entoando musicas de roda com marcação marcial, sem ritmo ou melodia, formando mais uma geração de desafinados, desritmado e, pior, sem bases para um gosto musical decente: prato cheio para os veículos de "mass mídia" reforçarem a cultura do ter e transformar o país num imenso shopping, onde vale tudo para ter os ítens da moda!
Sem o BÁSICO qualquer ação vira FACTÓIDE. É o mesmo de você inaugurar um açougue com as melhores carnes e sistema de conservação do mundo, mas sem facas.

Paz e bem!

domingo, 12 de junho de 2011

Obrigatório

O governo acabou de determinar, por força de lei, devidamente aprovada pelas vias democráticas, que nenhum cidadão do país pode ficar sem orientação religiosa ou freqüentar templo, igreja, sinagoga, terreiro ou afim. A justificativa para tal legislação parte do princípio que a religião é fundamental para o homem, assim como alimentação e abrigo. Além do mais, a religião é fundamental para agregar famílias e promover os bons costumes.
Diante deste quadro fictício, ocorreu um levante de entidades de classes, conselhos e ordens profissionais. Logo os advogados renomados do país questionaram a constitucionalidade do dispositivo legal. Foi noticiado o acontecimento de manifestações e passeatas nas principais cidades, com algumas sendo coibidas com violência pela polícia. Ações cíveis chegaram ao supremo tribunal para julgamento dos nobres juízes superiores, mas todas foram consideradas improcedentes com grandes diferenças de votos. Diante deste quadro, o coro dos descontentes foi esmaecendo, esmaecendo, até o berro virar sussurro e deixar de ser ouvido.
E já que a pena do “desreligioso” era a reclusão, poucos arriscaram a desobediência. Como os políticos casuístas amam promover sua imagem a fim de votos nas eleições vindouras, viram-se prefeitos reunindo autoridades e encabeçando forças tarefas para garantir a execução da lei. E como toda briga tem dois lados – geralmente ambos sem razão – os favoráveis a nova legislação ovacionavam as medidas do governo e exaltavam que “agora o país vai para frente” ou “estamos entrando no primeiro mundo”, graças ao grande esforço para ver todos rezando e louvando os seus deuses.
Poderia seguir este texto até o ponto que o “super homem restituiria a glória e mudaria o curso da história”, mas quero deixar outra idéia com base nesta ficção estapafúrdia: não existe nada obrigatório que funcione. Hoje em dia é comum as pessoas justificarem o voto obrigatório, subverterem o alistamento militar obrigatório, não inocularem seus filhos com as vacinas obrigatórias, mudarem para canais pagos para não assistirem a propaganda política obrigatória, até as paradas obrigatórias do sistema viário não são respeitadas por todos...
Tudo porque o ser humano possui livre arbítrio e pauta suas escolhas naquilo que o convém. Assim não entendo a Educação ser obrigatória, talvez por isso ela não funcione a contento. Como ensinar quem não quer aprender?

Paz e bem!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

terça-feira, 31 de maio de 2011

Destino e meta

Queria estar do teu lado, ser teu namorado, te dar alegria.
Abrir sorriso nos teus lábios, te dando força e energia.
Mas amarga foi tua resposta, eliminou o afeto, demostrando sua intenção...
De magoar meu coração!

Vaguei tão triste pelo mundo, sempre atrás da chama que acendesse a vida.
Atrás de uma nova história e algo na memória que cicatrizasse a ferida.
Porém andei na contra mão, sempre fechei meus olhos para a verdade:
ao teu lado não existe felicidade!

Só mágoas, esculpidas sem dó.
Que levaram minh'alma ao pó.
Mas a vida toda fui sincero
e agora espero receber minha recompensa.

Não vou olhar para trás, futuro me espera, para o sucesso alcançar.
Minha vitória é certa: destino e meta para se conquistar.
Hoje eu sou paz sonhada e minha estrada tem perfume de flor.
Com meu mais sincero sorriso, afirmo que meu fascínio por ti terminou!


Paz e bem!


sábado, 28 de maio de 2011

O fruto de todas as batalhas.

Talvez um contratempo,
Mais forte que o mau tempo
que existe no céu.

Maior que uma chance linda,
então a rainha
me transformou em menestrel!

Não sei,
mas pude ver meu erro emoldurado aí...
E outra rota em minha vida
fui obrigado a assumir.

Eu vi uma lembrança branca
e a maior herança surgiu em minha mente.
O fruto de todas as batalhas
e não houve falhas para os olhos de todas gente

E lutei contra tudo,
contrariei o mundo,
só para tê-la em minha frente.

Tudo para ter a musa,
para ter a blusa para me aquecer.
Tudo para ser fiel,
para provar do mel que existe em você.

Ser a sua sentinela
e numa aquarela ver meu coração resplandecer:
Tudo que se imagina, que há de bom, menina,
Eu vejo em você!


Paz e bem!


Rumo ao Céu

Ter nos meus braços a razão do meu acalanto:
Vai bem além do amor o que eu sinto!
Sem medir esforços para ver um sorriso:
Vai bem além do amor o que eu sinto!

É bem mais... ser capaz...
Somos um... para se ver...
Confiar:
Acreditar em meu querer.

Vem para mudar o meu mundo... para somar.
Construir o mais belo futuro... edificar.
Não será obra inútil, castelo de areia.
Rumo ao céu na certeza... princesa! 

Paz e bem!

Pérola

Mirar teus olhos por um breve momento,
Fazer de teu corpo a estrela de meu firmamento.

Tua voz inflama
e meu ego clama um instante
Para seu brilho eu ostentar.

Diante da aurora
eu me serenei:
Felicidade consegui imaginar.

E neste momento tão lindo,
todos os deuses... olharam em minha direção.
E viram um amor surgindo... em um coração
Dilacerado pela dor da desilusão.
O brilho da pérola, meu sentir encheu,
num mar de rosas minha musa apareceu.

Tua jura foi meu porto seguro,
meu apoio para lutar contra o mundo.

Mas teu querer era mágoa... triste fim da estrada
e me perdi no romper da alvorada.

Paz e bem!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Estranha Caminhada.

Esqueci até da verdade,
felicidade estampada no rosto.
Desprezei a minha hombridade
e dei para a história um novo gosto.
Mas a luta jamais termina,
prossegue assim o meu viver.
Tecido o manto de minha sina,
aprendi então o que é sofrer.

Não quero dó,
só desejo um instante para poder apagar...
Estranha caminhada
Oh! Luz do Sol evocar
a singela beleza do luar
que descrevia minha saga.

Fui capaz de falar na brisa,
na mentira do ser humano,
fiz até versos para a ingrata menina,
falei de fé, alegria e remanso.
Quero agora abrir um sorriso
para falar deste humilde sonhador.
Pode até parecer egoísmo
deste ser que come, bebe e respira amor.

Falar um pouco de mim
e quem sabe alguns versos afins
para mostrar que fui seu.
Falar um pouco de paz,
que é a busca deste nobre rapaz
que é capaz e te esqueceu.

Paz e bem!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Porta Retrato.

Queria olhar nos seus olhos e crer
que a verdade norteia a sua emoção.
Queria olhar sua alma e entender
aquilo que passa em seu coração.
Queria mãos fortes, poder garantir,
a segurança de novas paixões.
Queria palavras e assim exprimir
de forma concreta as minhas razões.

Mas ao contrário, eu não me encontro,
tão perto bastante para você ver.
Porta retrato, sou pura lembrança,
dentro do seu atual proceder.
"Fazer-te" entender, minha quimera:
Tão fácil sofrer diante da fé.
Assim compreender a sua reza,
para você digo o que quiser.

Sei que o sonho não existe
e a alegria não me assiste.
E a distância que lamenta:
e tê-la ao meu lado por toda vida,
razão que extirparia a minha dor.

Porém suspiros me comandam
e a distância me preocupa.
Perseguição em meio a névoa:
recluso me encontro em meio as cinzas,
mas não me canso na procura de um amor.


Paz e bem!

sábado, 14 de maio de 2011

Últimos

Descritos os fins, justificados os meios,
vista a derradeira escala no caminho.
Cai por terra um preconceito,
por desterro uma noitada sozinho.

Ouve a bênção e toma o rumo de casa.
Descansa então a cabeça no travesseiro:
paz com Deus, no céu tem morada,
lágrima solteira que demonstra emoção.

Colhe a fruta de florada híbrida,
caça um animal em extinção.
A natureza perde cor e alegria
na foz da vida e arco íris de anseios.

Braçada e fadiga na busca do ápice
num esforço máximo para romper a fita:
chute desesperado procurando o empate
que vale medalha na causa que se fez vida.

Última gota de sangue de um ser
que foi o último abraço recebido.
O último suspiro é sempre sem querer,
forçado como um suicídio.

Última linha da lição.
Último apronto contra maresia.
Última carícia para o coração.
Última linha da poesia.


Paz e bem!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Minha hora, meu serão!

Duas vezes na semana me reúno, em serão, com meus colegas de seara para a reunião pedagógica mensal (RPS) ou hora de trabalho pedagógico coletivo (HTPC). Este momento deveria ser dedicado a formação do professor e a troca de experiências profissionais na busca de um aprendizado efetivo dos alunos. À reboque deste trabalho deveriam vir momentos para planejamento com seus pares e confecção de projetos coletivos para a série/ano/ciclo.

Descrevi o quadro ideal, mas, geralmente, não é isso que acontece. Somos atingidos por ondas de recados e informes e um calhamaço de demandas administrativas que, na minha humilde opinião, um caderno ou uma rede de email's dariam conta. Se isso não acontece, somos bombardeados por leituras de textos enfadonhos e que, pelo adiantado da hora, não são assimilados por absoluto cansaço.

Claro que isto não acontece em todas as unidades escolares, mas tenho certeza que o que eu descrevi está presente na maioria. Cobram tanto dinamismo nas nossas aulas e grande parcela de assistentes e coordenadores pedagógicos são maçantes nos seus processos de formação e tacanhos nas relações interpessoais. Isto fica muito claro diante da necessidade de lavar a "roupa suja" com ou entre os docentes. Nestes anos de caminhada na Educação já vi discussões homéricas entre professores e coordenadores apagando o incêndio com gasolina.

Entretanto deixo o pior para o final: certa vez ouvi de uma diretora que eu deveria justificar por escrito minha ausência nesta hora pois, segundo fala de uma superiora dela, o horário pedagógico é uma "concessão da Administração Pública a um pedido dos educadores e que as faltas sem justificativa podem mostrar o desinteresse e, por causa de um professor, todos podem vir a perder esta benesse". Clareando os fatos: não pedi nada, pois nunca vi esse horário cumprir com sua finalidade; e bem que poderia perdê-lo, pois já fiz diversas afirmações que este horário traz um dinheiro "maldito" e que o mesmo é uma "fábrica geradora de doenças". Antes que me preguem na cruz, cabe esclarecer que não sou contra o horário pedagógico, mas fazê-lo após uma jornada de 10 horas numa sala de aula, noite à dentro, sem dinamismo e fora dos seus reais objetivos é, no mínimo, um atentado ao bem estar do professor. 

Paz e bem!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Por resposta.

Cantar versos alegres e joviais,
Esquecer as coisas simples e triviais.
E achar na luz do dia, um pingo de magia:
Momento pra te ver sorrir bem mais.

Meu sonho vai se concretizar,
Essa chance não deixarei escapar.
Ternura e doçura num pedaço de papel:
Cada palavra me leva para o céu.

Deixa a paz surgir no ar
E o carinho resplandecer.
Deixa o amor triunfar entre eu e você.
Cada instante perdido, não volta jamais,
Por resposta um sorriso, te quero demais!

Paz e bem!

Cansaço!

O cansaço me consome. Sinto que está chegando a hora de optar por algo fora da área da Educação. Concluí que lecionar, nos dias de hoje - e pelo futuro que nos aguarda - não é "profissão fim", mas "profissão meio". Não reúno condições físicas e psicológicas para chegar a 25 ou 30 anos de profissão.
Cada dia que passa tenho menos paciência e menos fé naquilo que a humanidade pode apresentar. Diante disso procuro algo que um senhor de 33 anos, formado para lidar com a Educação, possa fazer antes de ter um infarto ou uma síncope qualquer. Meu sonho é a Música render um pouco mais, mas isto é quase uma utopia, já que estamos no Brasil. Preciso de tempo para cuidar de minhas filhas e menos dos filhos dos outros. Urjo por felicidade!!!!

Paz e bem!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Como é dificil!

Concluí: insisto em algumas coisas por pura teimosia. Não está facil tentar trabalhar com música séria neste país. Já que não rebolo, não tenho um palmo de carinha bonita e não dissemino palavras de baixo calão e termos de duplo sentido em melodias repetitivas e irritantes, não consigo espaço. Daí então, querer fazer "um som" intimista e delicado, com as canções de grandes compositores do samba, é quase ser um OVINI... Acho que sou um russo, cantando em russo, procurando público na Argentina.
Mas insisto. Vou conseguir um lugar em breve e, pelo menos numa apresentação única, todos terão oportunidade de ver meu talento em vôo solo, com as minhas concepções no palco.

(...)
Estarei sábado (30/4/2011), a partir do meio dia, junto com o Sabor de Samba, no Terraço da Villa. A melhor feijoada com o Melhor do samba raiz. Todo mundo lá!

Serviço:
Feijoada com Sabor de Samba
Terraço da Villa
Rua Chilon, 323 (Trav. da Av. Faria Lima, rua da Esquina do Açaí)
Feijoada e couvert: R$ 35 / Couvert: R$ 7 (do meio dia até as seis da tarde)
Informações e Reservas: 38428993 5102 4858
sabordesamba@sabordesamba.com.br

Sabor de Samba em Tatui (março 2011)

Paz e bem!


domingo, 10 de abril de 2011

Matemática: ciência inexata.

Quanto é 2+2? Até um tempo atrás eu responderia 4, mas agora respondo: "Depende".
Durante muitas gerações fomos levados a acreditar que a Matemática e o mundo dos números era exato. O mundo dos números era líquido e certo e não cabia nele interpretações ou aproximações: 2+2 são 4 e pronto.
Esta máxima parecia inabalável... mas a Educação veio derrubar mais um dogma.
Entreguei as atividades realizadas pelos meus alunos, no começo do ano, numa das escolas que leciono, para análise da gestão, coordenação e mais quem bem entendesse. Passadas algumas semanas, as atividades foram devolvidas e a coordenadora pedagógica afirmou que eu havia colocado errado em exercícios onde as crianças, apesar de terem errado as contas, acertaram o raciocínio. Eu devia ter levado em conta o pensamentos deles.
Pôxa... agora o errado é certo!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Preciso de um espaço e um patrocínio

Depois de alguns meses de trabalho, estou em processo de finalização do roteiro do show "A hora e a vez do samba - Tributo à Candeia". Além de cantar suas composições, vou falar, neste espetáculo, um pouco sobre a vida e a obra deste artista que, se nascido em qualquer outro lugar do mundo, seria estudado nos bancos escolares e reverenciado por todos. Agora é correr atrás de espaço para as apresentações, produção e patrocínio. Alguém se habilita ou conhece alguém que possa ajudar?

Paz e bem!

Tributo aos Bambas

Tenho dois sambas gravados neste tempo de estrada na música. O que remeto hoje foi escrito há 17 anos e nasceu após eu ouvir a seguinte frase de um pagodeiro famoso a época: "Se raiz fosse boa, não ficava embaixo da terra." O desrespeito com quem já passou me incomodou e este samba foi uma resposta para esta idéia. O pagodeiro falava ainda de "melodias mais ricas" nos pagodes, "melhor amplitude vocal" dos cantores do gênero e "uma música mais fácil de pegar entre o povão". Queria falar a frase dele e acrescentar que "sem raiz a árvore cai", mas a música enveredou por um caminho mais amistoso e conciliador. Gravação do Sabor de Samba (com minha voz em 2002) e do grupo Magya (molecada de responsa) em 2007. Só procurar em www.4shared.com que a gravação do Magya está lá.
Paz e bem!

Tributo aos Bambas
Se “As rosas não falam”, ouço o som das “Folhas secas”.
É assim o samba de roda lá na Estação Primeira.
Por causa da Velha Guarda, sambar é coisa moderna.
Que ecoa nesta quadra e viva nossa Portela.
O samba é democrático, não é coisa marginal.
Vai ai nossa homenagem: viva o Fundo de Quintal.
Atingiu maioridade, sambar agora é normal.
Toca em todas as rádios, é sucesso nacional.

Hoje o samba tem guitarra
E num passe de mágica mudou até de nome,
No pagode tem teclado... Esqueceram o bandolim:
Embala o choro, brasileiro, cultura sem fim.
Mas o samba não deixou de ter garra,
Não mudou o seu compasso, nem perdeu sua raiz.
O banjo não é passado... Tem repique e tamborim:
Um samba novo pode se tocar assim.

Enquanto houver pandeiro e um cavaquinho,
O samba não morre, só toma outro caminho.
Não vi o samba nascer, mas no samba hei de crescer:
Eu sou do samba e no samba vou morrer.

Quimera

Eu quis viver de amor, fazer história:
Realizar meu sonho de viver feliz.
Cansado de andar sem trajetória,
Escolhi um lindo rumo e parti.

Porém seguir sozinho não tem graça:
Convidei o teu na multidão.
Fiquei surpreso com a resposta dada:
"Não se pode viver de uma paixão."

E vejo meu sonho de vida ficar tão distante... de você:
"Hoje em dia quem vive de amor é um louco,
Reservado ao desgosto da vida sem prazer."

Teu olhar, desta forma, reflete um engano... vil metal.
Tua alma assim se ao pranto
E a falta de acalanto de uma vida normal.

E o meu querer... ele é bem maior que eu...
Prá você que se esqueceu, fica meu recado prá lembrar.
O destino mais belo da vida é amar
E se entregar de verdade ao calor da paixão.

Meu amor... hoje eu sou maior que a luz....
E o brilho que me conduz é bem diferente do que era.
Mudei o meu rumo e tirei a quimera
E criei nova era... no meu coração.
(Kilder Jarier)
 Paz e bem!

Segmento Apagado

Na maciez da bruma, descortinei tua alma
Que como virgem impura escondia uma razão.
Razão maior não encontrei:
Qual hematoma mal curado... que teimava em doer.

Nas profundezas de seu corpo, me encontrei cercado,
Pela frieza do mundo... mais um coração calado...
Pelo punhal da incerteza... adverso dimensionado...
Imperou com beleza, em mais um segmento apagado.

Desejei ter asas para espantar a sua dor,
Ansiei palavras para recitar com todo ardor:
Um soneto singelo, tranquilo e amarelo,
Demonstrando por certo uma razão para viver.

Acreditar no sol que queima nossa face.
A maior das energias: Deus reinando sobre nós.
Para provar que a tristeza tem um fim,
Mesmo fora do jardim, encho peito e solto a voz.
Paz e bem!


Rapina

“Será que sempre foi assim?” Estar na Educação como meio de sustento é algo que faz esta indagação ser recorrente em meu pensar quase não ocupado por assuntos variados e irrelevantes. Indago isso não pelo sistema, que é sabido que não funciona e despeja na sociedade seres que não dominam os preceitos básicos para a vida na comuna. Nem pelo fato das condições insalubres nas quais trabalham os profissionais da Educação para ganhar salários pífios pela função que desempenham (embora eu já tenha dito que o professor é bem remunerado e eu não esteja modificando meu ponto de vista). Muito menos pela solidão do mestre em seu trabalho, maquiada por reuniões de trabalho pedagógico, onde se apregoa o coletivo, mas resplandece a competição e o individualismo. Fico ansioso e “indagativo” graças à matéria prima do nosso trabalho: crianças.
Obviamente não quero generalizar condutas, mas a maioria dos infantes que atendo e vejo circular nos corredores e variados ambientes da escola atendem a um perfil extremamente preocupante para a continuidade da espécie. Se você visitar registros antigos de povos como sumérios, egípcios, mesopotâmios, gregos, dentre outros, que falem sobre a juventude, todos eles falam a mesma coisa: os jovens estão pondo o mundo a perder.
Alguns milênios correram e a humanidade não sucumbiu por conta da juventude. Para alguns ela até melhorou. Juventudes transviadas tornaram-se, sucessivamente, adultos caretas e quadrados ao longo do desenrolar da História e o mundo não se desfez na lascívia ou na guerra. Não acho que os adultos “porra louca” de amanhã, que são as crianças de hoje, vão dar cabo do mundo, porém acho a profecia maia algo absolutamente plausível ao observar o alunado que as escolas que trabalho atende.
É chocante olhar para uma criança que não sorri ou esboça felicidade diante de nenhuma situação. Miúdos apáticos abundam nos bancos escolares e são a alegria de muitos colegas. Eles entram na sala, executam as atividades com relativa maestria, mas são vasos inertes sem flores. Ouve-se apenas o “presente” de suas bocas. São chamados de bonzinhos por alguns: para mim são tão doentes quantos esquizofrênicos e psicóticos.
E o que dizer dos indisciplinados? Faltam as crianças de hoje, nos grandes centros, colocar o pé na terra, subir em árvores, matar e esquartejar pequenos animais, tomar banho peladinho no rio, fazer “mardade” com animais de curral... Estas pequenas traquinagens pareciam funcionar como “fio terra” mandando um pouco do lado inconsciente irracional dos petizes para algum submundo, servindo de alimentação para o Lúcifer. Vejo o tratamento que as crianças indisciplinadas dão para tudo que está a sua volta e acho que o Belzebu está presente para pegar sua cota de ódio fundamental na fonte e, tal qual uma droga de alto poder viciante, necessita de maldades cada vez maiores para nutrir-se, sem direito a grandes percursos daqui até o inferno. O Capeta transferiu-se para cá para fugir do “esfriamento do mundo dos decaídos” visto que a maldade das crianças já se faz suficiente para fazer o Inferno aqui.
O que relatar então sobre o que chamei de “crises coletivas de ausências” Explico: as crianças de hoje parecem desligar do mundo quando a situação é desagradável ou não traz o prazer esperado. Não respondem, desconversam, dissimulam com uma naturalidade adulta e uma desenvoltura que assustam golpistas e meretrizes. Soma-se a isto o fato que o respeito só é válido enquanto estão sob nossa “alça de mira”. Andar olhando para frente ao conduzir uma fila é certeza de luta livre ou uma chuva de impropérios atrás de você. Faço parte da geração de “professores siris”, pois sou obrigado a andar de costas no translado de meus infantes tutelados pela escola. Sabe Deus por qual olho enxergo nestes momentos.
Porém não é nada do relatado até agora que me causa mais estranheza e que serviu de motivação para falar sobre este assunto. Tenho uma aluna em minha turma da tarde neste ano que me assusta terrivelmente. A mocinha tem raiva no olhar. No alto de seus onze anos ela olha para quem a contraria, não importa se criança ou adulto, e jura o cidadão de morte com uma facilidade que eu jamais vi. Mas isto não me assusta, pois “os cães ladram e a caravana passa”. Não creio que ela vai matar ninguém, mas ela ganha ódio de alguém com a mesma facilidade com que se gosta de chocolate, executando os mais variados planos para prejudicar seus desafetos que coloca muitos vilões e vilãs dos contos consagrados no chinelo.
Não sei se em 2012, mas o mundo acabará com certeza. E as profecias maias combinada ao Apocalipse da Holly Bible parecem-me o cenário mais adequado. Porém o mundo sempre renascerá, mesmo que seja das cinzas. Só temos que tomar cuidado para que não surja um mundo de rapina, chefiado por adultos quadrados e caretas, que foram jovens transviados e inconseqüentes, mas sem um pinguinho de caráter e bom senso, coisas difíceis de ver nas crianças de hoje em dia.

Paz e bem!

Juntos

                   Estar junto com alguém e algo sublime. Falo de algo além da relação carnal entre macho e fêmea. Estar junto de alguém, nas mais variadas relações do cotidiano, é algo que beira o místico, o mágico.
Minha afirmação é pautada por razões absolutamente particulares, baseadas na forma em que enxergo as relações humanas – que muitas pessoas classificam como efêmero e inusitado. Muitos sociólogos, filósofos, gente entendida no ramo da civilização, classificam o ser humano como animal gregário, isto é, que não sabem viver sozinhos, dependendo do convívio social para desenvolverem suas virtudes, vicissitudes e sua existência.
Discordo disso. O ser humano optou pela vida em comuna devido a sua fragilidade física em relação aos outros animais. Mesmo com seu intelecto desenvolvido (e seu dedo polegar em oposição ao indicador), enfrentar um mamute ou um urso sozinho é, até hoje, sem a existência dos mamutes e a quantidade rareada de ursos, uma insanidade. Estar juntos é para somar forças pela sobrevivência, não necessariamente para colaboração mútua.
Entrando por este flanco – da colaboração mútua – vejo os argumentos dos entendidos em civilização caírem por terra. Se olharmos em volta, é possível ver a colaboração entre humanos como algo natural? Excetuando alguns poucos abnegados (Jesus, Buda, Maomé, Moisés...) o natural é a lei de Talião: “Dente por dente, olho por olho”. Ou, como diria minha avó com sua sabedoria popular quase chula: “Farinha pouca, meu pirão primeiro.” A competitividade e o espesinhamento são naturais da espécie, basta observar crianças num ambiente sem censura e tire suas conclusões.
O ser humano é, na minha humilde visão, um animal programado mentalmente para solidão, mas sem aparato físico ou psicológico para tanto. Desta feita resigna-se a tacanha convivência social, seja para matar mamutes, seja para não enlouquecer e morrer por falta de diálogo.
Todavia, este grilhão social, que propiciou a criação de um imenso aparato para esta convivência: linguagem oral, escrita, cálculo, estrutura militar, título de propriedade, dinheiro, enlouquece qualquer humano que é obrigado a estar junto de alguém que não queira.
Concluo falando da mais enlouquecedora das formas de estar junto: o casamento. O fogo da paixão esfria, os defeitos tornam-se maiores que as virtudes, os dividendos sobressaem aos lucros, o cheiro de quem está junto incomoda e, o pior: finda o diálogo, substituído por discussões intermináveis (bem que a discussão é um diálogo, ainda que incivilizado) ou um profundo silêncio. Mesmo assim as pessoas ficam juntas: para somarem fraquezas e permanecerem infelizes e insatisfeitas. Sentimentos que são as molas mestras de tudo que a espécie humana amealhou nos últimos cinco mil anos.
É... Estar junto é o maior dos males necessários da humanidade.
Paz e bem!

Idade

Em um curto espaço de tempo me dei conta que o tempo passou. Olho os fatos com um distanciamento e muito do que ocorre não é mais novidade e, na maioria das vezes, não me causa estranheza. Tudo parece conseqüência da vida moderna.
As pessoas entram nas lojas e amealham diversos e variados itens. Certamente, muito do que compram, é absolutamente necessário. Todavia há uma quantidade gigantesca de produtos supérfluos que poderiam, simplesmente, não ser adquiridos. O tempo me fez mais avesso ao consumo do que já sou e, agora, mais de um carro na garagem e possuir uma casa de praia já aparenta um usufruto desnecessário: sinal da idade.
Outro fenômeno que mostra que o tempo passou: os novos logradouros (e alguns velhos que foram rebatizados) juntamente com os recém inaugurados prédios públicos ganham nomes de pessoas que conheci. Muitos são heróis e ídolos que acompanhei a carreira e serão, por todo sempre, admirados por mim. Outros são desafetos e, em minha opinião, não mereceriam nenhum tipo de homenagem. Agora, o mais estranho é que muitos desses batismos são para pessoas que conheci bem, algumas até pessoalmente.
É, o tempo passou. Restaurante “self-service” e a pressa das pessoas, parecendo que os compromissos estão correndo atrás delas é algo irritante. Ninguém parece ter tempo de olhar num cardápio e pedir, polidamente, a um garçom, sua refeição. Depois saboreá-la devagar e agradecer o bom serviço prestado. Sem falar no paladar: antes eu conseguia provar todos os itens oferecidos num rodízio de pizza. Não deixei de freqüentá-los, mas pizza de hot dog ou strogonoff de carne eu deixo para paladares mais juvenis.
Minha filha mais velha não pede mais auxílio para ler algumas coisas e dá conta de uma série de coisas sozinha. A pequena cresceu. “O tempo passou e eu não vi”.
Mas não me sinto pesaroso, muito menos velho ou idoso. Por sinal, já ouvi diversas vezes de um jornalista de longa carreira que existe diferença entre ser velho e idoso, pois o velho está no fim da vida e o idoso começa uma nova etapa. Não me sinto no fim, muito menos no início.  Meu sentimento não é de “missão cumprida”, mas sinto que ela chegou na metade.

Cientista

O professor é o mestre no ato de ensinar. É sua missão criar meios para que todos possam ter contato e assimilem o conhecimento construído pela civilização e acumulado ao longo da história. Esses meios de ensinar são as ferramentas do professor e aquilo pelo qual ele se formou. Um educador que não domina estes métodos é inseguro e não consegue trabalhar corretamente.
Agora, como aprender e aplicar estes métodos? As faculdades de Pedagogia deveriam fazer este serviço. E tentam, pois na grade curricular destes cursos existe uma disciplina chamada Didática que, a priori, deve ensinar como ensinar. No antigo curso de Magistério existiam disciplinas como Práticas de Ensino e Metodologia do Ensino de todas as disciplinas do Ensino Fundamental que procuravam trazer aos normalistas subsídios para saber como agir de forma a garantir o melhor aprendizado de suas turmas.
Entretanto, tais ações são ineficazes. Aponto três razões para isto: tanto os cursos de Pedagogia de hoje, quanto a Habilitação Específica para o Magistério de antigamente não possuem este foco. A formação universitária do professor se aproxima a um curso de generalidades sem objeto e o antigo Normal formava mão de obra para as escolas do governo onde se reproduzia atividades sem reflexão sobre como elas funcionavam ou por que não davam certo.
 Os formadores de ambos cursos também não sabem direito o que estão ensinando, assim acabam esvaziando mais ainda uma área do conhecimento humano que não é dona de nenhum saber. O médico cura, o advogado domina as leis, o engenheiro constrói, o mecânico conserta.O que o professor domina do conhecimento da humanidade? Por não ter nada para ensinar além do ato de ensinar - e a sociedade tem a certeza que qualquer um, com boa vontade e sem muita análise, dá conta disso - acabam enchendo as disciplinas dos cursos com um cabedal de assuntos que são absolutamente desnecessárias, privando os professores em formação de coisas básicas como observação e discussão da prática docente e a metodologia do trabalho científico.
A terceira causa é a mais fútil de todas: a Educação peca por querer "fazer o belo" antes de "fazer o útil". Tal máxima é válida desde jargões que não querem dizer absolutamente nada, conferindo a fala de alguns professores uma pedância que afasta crianças, pais, parceiros, dentre outros; até o fato de querer deixar a vida bela, com tudo enfeitado ao extremo, agredindo o olhar e a inteligência das pessoas. Não vejo outros profissionais liberais preocupados tanto com a beleza de suas ações quanto o professor. Mas isto ocorre por insegurança, pois a maioria esmagadora dos mestres não conseguem dizer o que vai acontecer com o intelecto seus alunos após aplicar uma atividade. O professorado trabalha de maneira empírica, com base na tentativa e erro. Daí só "enfeitando o pavão" mesmo.
Citei a falta de conhecimento da metodologia do trabalho científico na formação do professor e ela não deve servir apenas para escrever um trabalho de conclusão de curso. O professor deve ser um cientista ao observar como um determinado aluno aprende. À luz da teoria - farta na formação do professor - o professor observa, analisa, constrói uma linha de raciocínio, monta uma sequência de atividades, aplica com o aluno e ele aprende. Caso isto não ocorra, retoma-se o trabalho. Agora, se deu certo, testar com outras variáveis e reproduzir um método de ensino. Taí a "receita pronta" que muitos professores buscam e que é um tabu para a maioria dos teóricos.
A falta de trabalho científico levou a alfabetização no Brasil a criar, em alguns casos, problemas de aprendizagem. A formação deficiente de professores de todos os níveis e gestores de todas as esferas não permitiu, nos últimos trinta anos, que houvesse uma construção de como ensinar os conteúdos escolares. Éramos para estarmos na vanguarda da Educação no mundo, mas tudo que foi construído sobre como ensinar a ensinar foi jogado fora e o que entrou no lugar era contaminado por um pensamento comuno-marxista que não cabe, por mais que lecionar seja um ato político.
Então professores, por mais que não tenhamos a culpa que nos é creditada sobre a falta de qualidade e eficiência da Educação, só nós podemos virar este jogo. E a fórmula não está nos bancos das Academias, mas na discussão da prática dentro das escolas, buscando inovações baseadas na observação científica dos alunos. Quanto a formação de professores, a sociedade devia questionar os mandatários da nação sobre os motivos pelos quais os educadores em estudo não poderiam fazer um estágio no formato da residência médica? E por que não existe um "Conselho Regional" ou uma "Ordem dos Professores do Brasil" que avaliasse, com o rigor dos médicos e advogados, se o postulante ou professor habilitado, tem condições de transmitir conhecimentos mínimos aos alunos? Questões que deixo no ar.

Paz e bem!

Subjetividade

Primeira produção direcionada para o blog: o texto "Subjetividade" é uma crônica em ritmo de ensaio, pois convida o leitor a pensar a realidade por outro ângulo e por outro prisma.

“Subjetividade”

A dor é, certamente, o sentimento mais presente na humanidade. Seja ela física ou psicológica; real ou mentirosa, ela é relatada em todas as partes do mundo, em todos os idiomas existentes. A dor é onipresente e inevitável: não existiu, não existe e não existirá ser animado que não sentirá dor em algum momento da vida. Depois da morte, esta é a maior certeza da vida.
Porém este sentimento, que é combatido e indesejável pela maioria da humanidade (excetuando os amantes dela, que sentem prazer na sua presença), é o que permitiu nossa chegada, pelo trilhar dos séculos, até neste estágio da evolução. A dor é o sinal que devemos parar e cuidar do corpo após grande bateria de exercícios, voluntários, recreativos ou não. Sentir dor, aguda ou crônica, localizada ou difusa, forte ou fraca, é sinal que necessitamos de tratamento médico. Ignorar a dor e não buscar suas razões pode ser uma sentença de morte.
E a dor que ensina? Esta vem sendo mola mestra de avanços morais da humanidade desde que a mesma existe neste planeta. A dor da perda de um ente querido ou de um grande amor traz as pessoas força para começar um novo caminho ou empurrão para uma espiral de fracasso e destruição. A dor do ódio e da intolerância pode causar uma guerra entre iguais e o princípio da colaboração entre diferentes. A mesma dor que repele pode vir a unir pessoas e povos, não é a toa que as conseqüências de grandes tragédias são chamadas de dores.
Entretanto o ser humano é incapaz de sentir a dor do outro, tendo que mensurar o sentimento do outro por meio de deduções. Esta subjetividade que faz alguém aguentar um tiro em silêncio enquanto outro não suporta uma unha encravada no dedo do pé. É esta incapacidade humana que leva a criar comparações sobre a pior que um humano possa sentir. A maior dor existente é aquela que te leva a um estado de pré morte e isso, dependendo de quem sente, pode significar desde a dor de um câncer até a dor do peso dos cobertores no corpo durante uma noite fria.
Este defeito de fabricação do homem, a insensibilidade à respeito da dor do próximo e a aceitação da existência da dor no outro mais por convenção social do que por instinto é que leva à troca de escaras entre humanos sem reflexão. Certamente se um ferimento causasse a mesma dor entre ferido e algoz, teríamos números diferentes de agressões e homicídios, todavia não necessariamente menores.
E o que dizer das agruras do coração, dos dissabores e discordâncias da vida e das pátrias? O ser humano teria uma história bem diferente da que foi construída nos últimos milênios. Agora, pela força motriz que a dor representa e sua subjetividade, não é possível precisar se estaríamos em situação melhor ou pior que na atualidade.
Não existe prova da dor em seres inanimados. Parece que vida e dor são princípios que caminham siameses, mas seria interessante ver a humanidade sentindo a dor de sua destruição sobre a natureza em sua carne. Acredito que não estaríamos mais aqui.
(Kilder Jarier)

Paz e bem!

Decisão Soberana

Os alunos são acompanhados durante todo ano letivo. Várias tentativas são feitas para que haja o aprendizado dos conteúdos preconizados para a série ou ciclo. Então, com aqueles que não atingem o conhecimento esperado sobre o tema, preconiza-se a opinião do conselho de ciclo: reunião entre os professores e a gestão da escola a fim de definir o destino das crianças, a aprovação ou a permanência na série ou ciclo.
Nesta reunião são consideradas as diversas variáveis do processo de ensino e aprendizagem do aluno: seu ritmo de aprendizado, sua evolução em comparação consigo mesmo, caracteres sociais e inter pessoais, o que a escola pode oferecer de diferente no ano vindouro, reação familiar, questões disciplinares. O ato de reprovar um aluno vai além de olhar numa ficha ou boletim e transformá-lo, tão somente, num número triste de estatística.
A aprovação é feita diretamente pelo professor, mas a permanência do aluno é definida pela decisão soberana do conselho que vota após ouvir relato do professor e apreciar algumas atividades do aluno. Isto é válido e salutar, pois evita distorções e que alunos aprovados numa turma sejam reprovados em outra dentro da mesma escola. Dependendo da complexidade do caso, valem vídeos, fotografias, registro de áudio, relatórios médicos. Tudo para comprovar se o aluno reúne condições mínimas ou não. Tais recursos também são válidos para monitorar o aprendizado durante o ano e definir outras estratégias para tentar o melhor aproveitamento dos alunos. assim justificam-se os conselhos realizados bimestralmente. São, no mínimo, quatro reuniões durante o ano.
O que descrevi até agora é como a coisa deveria acontecer, mas isto é raridade. Infelizmente a coisa segue dois modelos bem conhecidos:
  • Os gestores querem apenas o relato suscinto dos alunos com rendimento abaixo do esperado para preencher uma série de documentos. Fazem isto com pressa pois possuem outros compromissos. Este momento não faz diferença na atividade docente por falta de espaço de discussão da prática e da metodologia. Os problemas de aprendizado acabam perpetuados.
  • Os gestores colocam-se como "donos da verdade" e delegam aos professores como proceder em sala de aula, mesmo nunca tendo visto os alunos e o jeito do docente lecionar. Cobram metas dos professores e se irritam com a falta de progresso dos alunos, rotulando mestres como competentes ou não. Gestores são superiores e eles decidem quem segue ou fica na série ou ciclo. Cria-se o medo e não há avanços na prática docente, que mascaram resultados na ânsia de dar conta das cobranças. Os problemas de aprendizado acabam perpetuados.

Eu tenho um sonho: uma reunião de conselho onde os resultados sejam discutidos com a presença dos pais e alunos, com todos assumindo compromisso de tentar reverter o quadro de aprendizado insatisfatório. Tudo para tirar a culpa do fracasso das costas da escola e, principalmente, do professor. Afinal, se o advogado não ganha todas as causas, o médico não salva todos os pacientes, por que o professor tem que ensinar todos os alunos? Mas isto é assunto para outro dia.

Paz e bem!

Contradição

Divulgo aqui a poesia "Contradição" que escrevi há 16 anos. Uma obra estruturada com os versos todos no mesmo assunto, num estilo que eu chamo de "poesia de repetição". Me encantei durante um tempo por esta estrutura, mas foram apenas dois trabalhos neste formato. Prometo publicar o outro em breve, assim que localizá-lo em meus registros pessoais.  
Contradição

Saber ferir é dom divino.
Saber ouvir é bem melhor.
Saber que em mim exerce fascínio.
Saber esquecer que houve destino.

Saber que bom saber do sabido,
saber o valor de um sincero sorriso.

Saber que não têm forças para reagir.
Saber então que é melhor desistir.
Saber não merecer o sol o sol que bate em sua face.
Saber que não fiz nada que agradasse.
Saber apreciar a canção que faz chorar.
Saber sorrir quando a agonia aflorar.

Saber que é bom saber do sabido,
saber o valor de um sincero sorriso.

Saber que eu não sei falar contigo.
Saber o quanto é difícil não ter uma luz.
Saber que pela rosa me furei com o espinho.
Saber dizer: com minha vida eu termino.

Saber que é bom saber do sabido,
saber o valor de um sincero sorriso.

Saber que não vou ver todas as alvoradas.
Saber da doçura do toque da pessoa amada
Saber como é triste acordar sem esperança.
Saber que depois da tempestade vem a bonança.
Saber como é triste não ter fé no futuro.
Saber que meu fim distante está proximo.
Saber quanto dói a dor de não ter você para mim.

Saber que é bom saber do sabido,
saber o valor de um sincero sorriso.

Saber do pranto que escorre pela perca.
Saber do diagnóstico antes de ter a doença.
Saber quanto fere uma renúncia.
Saber  que saber é tão triste quanto ignorar.
Saber que a vida foi feita para amar.
Saber que a vida pode não ter valor nenhum.
Saber que não existe ponto sul.

Saber que é bom saber do sabido,
saber o valor de um sincero sorriso.

Saber reger uma orquestra de sussurros.
Saber crer na crença do alheio.
Saber ver um sentimento puro.
Saber colher no jardim que semeio.
Saber da bondade que existe em seu coração.
Saber que por amor perde-se a razão.
Saber do nojo em vê-la perto de mim.
Saber apreciar o perfume do sem fim.
Saber não enxergar a vela da boa vontade.
Saber que a vida termina e não importa a idade.
Saber sentir a dor que o outro sente.
Saber erguer um prédio de amarguras.
Saber do fato, pelo fato e para o fato.
Saber o amargo gosto do fel.
Saber do mel e sua doçura.
Saber acreditar na sua própria força.
Saber galgar o último degrau.
Saber não ver a verdade da vida.
Saber apreciar um fato anormal.

Saber que é bom saber do sabido,
saber o valor de um sincero sorriso.
(Kilder Jarier)

Paz e bem!