Fazer nada é muito mais simples. Ficar quieto é bem melhor. Parasitar é uma delícia. Seguir o script sem improvisar ou personalizar é fenomenal.
Você abdicaria de teus sonhos para ter suas necessidades, reais e imaginárias, fundamentais e supérfluas, atendidas. Pensa bem! A proposta é tentadora: casa, comida, roupa lavada, um milhão por mês no banco para gastar da forma que convier. E em troca? Fazer nada.
Mas o ser humano faz exatamente o contrário. Ainda bem! Se não o ser humano não existiria mais. Atender todas as necessidades de alguém, sem nenhuma contrapartida, é condenar a pessoa a morte.
terça-feira, 30 de junho de 2015
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Malditos clichês.
Durante minha estada como professor, sempre disse para meus alunos - a maioria esmagadora deles com origem em famílias humildes e moradores de bairros periféricos - que eles deviam fazer de tudo para contrariar aquilo que a sociedade esperava deles. Alguns conseguiram. Outros não.
Aqueles que conseguiram (ou estão lutando para conseguir) fizeram isto graças a uma dose cavalar de tenacidade, de coragem e, principalmente, de superar clichês.
O mundo esperava que estas crianças fossem adultos a margem da sociedade, não realizando absolutamente nada de relevante ou produtivo. Alguns se tornaram marginais mesmo. Outros são párias nesta sociedade de castas com ares liberais. Mas, quem obteve êxito (ou está a caminho dele) conseguiu romper o clichê que a periferia só forma aquilo que não presta.
Acredito que este seja o motivo dos clichês me incomodarem tanto. Eles amarraram a gente e impedem a manifestação sincera daquele que só vai edificar sendo ponto fora da curva.
Podia citar mais uma série de exemplos de clichês destruidores, mas vou escrever o irritante "sinto muito".
Ao dizer "sinto muito" para alguém numa situação, deveria significar que o sentimento que você tem em relação ao outro é o mesmo que o outro sente. Portanto, mesmo com as mais variadas dificuldades, você fará de tudo para ajudar esta pessoa, pois você sente o mesmo que ela.
Mas daí, graças ao malvado clichê, você usa o "sinto muito" quando você não sente nada e não sabe o que dizer; ou quando você pode fazer algo, mas a avareza, a ganância, a preguiça, a raiva ou tudo de mais torpe que existe no ser humano, te impede de fazer algo que está a seu alcance.
Quero um mundo sem clichês... Urgente!
Aqueles que conseguiram (ou estão lutando para conseguir) fizeram isto graças a uma dose cavalar de tenacidade, de coragem e, principalmente, de superar clichês.
O mundo esperava que estas crianças fossem adultos a margem da sociedade, não realizando absolutamente nada de relevante ou produtivo. Alguns se tornaram marginais mesmo. Outros são párias nesta sociedade de castas com ares liberais. Mas, quem obteve êxito (ou está a caminho dele) conseguiu romper o clichê que a periferia só forma aquilo que não presta.
Acredito que este seja o motivo dos clichês me incomodarem tanto. Eles amarraram a gente e impedem a manifestação sincera daquele que só vai edificar sendo ponto fora da curva.
Podia citar mais uma série de exemplos de clichês destruidores, mas vou escrever o irritante "sinto muito".
Ao dizer "sinto muito" para alguém numa situação, deveria significar que o sentimento que você tem em relação ao outro é o mesmo que o outro sente. Portanto, mesmo com as mais variadas dificuldades, você fará de tudo para ajudar esta pessoa, pois você sente o mesmo que ela.
Mas daí, graças ao malvado clichê, você usa o "sinto muito" quando você não sente nada e não sabe o que dizer; ou quando você pode fazer algo, mas a avareza, a ganância, a preguiça, a raiva ou tudo de mais torpe que existe no ser humano, te impede de fazer algo que está a seu alcance.
Quero um mundo sem clichês... Urgente!
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Fechado para balanço.
Agora é moda. E eu, sempre tão avesso a moda, vou aderir. Afinal, desta vez, quero ser aquilo que a moda propõem: ser igual.
E vou aderir a moda pelo motivo mais babaca que existe. Vou fazer igual todo mundo "só pra ver como é que é". Assim, como todo ser humano de meia idade, que não consegue lidar com a frustração de não ter sido o que era fazer e com a necessidade de se reinventar para ser alguma coisa, eu decidi que vou fechar para balanço.
Então, a primeira coisa é se desligar das coisas de fora e olhar para o que você dentro. Fisiologicamente, isto seria simples e, dentro de algumas horas e com auxílio de uma radiografadora ou um ressonador magnético, seria preciso saber quantos órgãos temos por dentro e como cada um vem funcionando.
Porém não é deste tipo de balanço que se comenta. As pessoas se recolhem e avaliam seus sentimentos e ações diante da vida. Onde estavam e onde chegaram. Estão onde pretendiam estar? Fazem aquilo que sonharam 30 e muitos anos antes?
Pela complexidade das análises, temo que o balanço vire inventário.
E balanço bom é o do parquinho, que balança você e te faz rir. Riso este que ordena pensamentos e te leva a pensar na resolução dos problemas, não no simples levantamento o classificação deles.
E o principal: não se pode fechar a porta da vida e olhar para dentro. O melhor da vida acontece do lado de fora, que não para nunca. Cabe a nós aprender a trocar o pneu da bicicleta com m ela em movimento. O melhor da vida é viver.
Ainda assim vou seguir a moda. Afinal "...vale tudo pela média, para não brilhar por sobre os outros."
E vou aderir a moda pelo motivo mais babaca que existe. Vou fazer igual todo mundo "só pra ver como é que é". Assim, como todo ser humano de meia idade, que não consegue lidar com a frustração de não ter sido o que era fazer e com a necessidade de se reinventar para ser alguma coisa, eu decidi que vou fechar para balanço.
Então, a primeira coisa é se desligar das coisas de fora e olhar para o que você dentro. Fisiologicamente, isto seria simples e, dentro de algumas horas e com auxílio de uma radiografadora ou um ressonador magnético, seria preciso saber quantos órgãos temos por dentro e como cada um vem funcionando.
Porém não é deste tipo de balanço que se comenta. As pessoas se recolhem e avaliam seus sentimentos e ações diante da vida. Onde estavam e onde chegaram. Estão onde pretendiam estar? Fazem aquilo que sonharam 30 e muitos anos antes?
Pela complexidade das análises, temo que o balanço vire inventário.
E balanço bom é o do parquinho, que balança você e te faz rir. Riso este que ordena pensamentos e te leva a pensar na resolução dos problemas, não no simples levantamento o classificação deles.
E o principal: não se pode fechar a porta da vida e olhar para dentro. O melhor da vida acontece do lado de fora, que não para nunca. Cabe a nós aprender a trocar o pneu da bicicleta com m ela em movimento. O melhor da vida é viver.
Ainda assim vou seguir a moda. Afinal "...vale tudo pela média, para não brilhar por sobre os outros."
terça-feira, 9 de junho de 2015
Aqui se faz... Aqui se paga!
Num mundo plantando bananeira, perdemos a capacidade de estranhamento diante das mais variadas atrocidades.
Trabalhei com crianças durante 20 anos e sempre relutei em deixá-las sozinhas. Até quando as necessidades fisiológicas eram prementes, eu fazia de tudo para permanecer em sala. Saídas rápidas... Quase pueris. Como são as crianças, na maioria das vezes.
Dai são inúmeros casos de crianças largadas das mais variadas formas. Assim como a droga e o abuso, o abandono de incapaz está presente em todas as classes sociais e é praticado independente da formação intelectual do sujeito. E, geralmente, ocorre por motivo torpe.
Só vale um alerta para os praticantes de abandono: será abandonado um dia. E, por favor, sem queixas e sem falar que não sabe onde errou.
Trabalhei com crianças durante 20 anos e sempre relutei em deixá-las sozinhas. Até quando as necessidades fisiológicas eram prementes, eu fazia de tudo para permanecer em sala. Saídas rápidas... Quase pueris. Como são as crianças, na maioria das vezes.
Dai são inúmeros casos de crianças largadas das mais variadas formas. Assim como a droga e o abuso, o abandono de incapaz está presente em todas as classes sociais e é praticado independente da formação intelectual do sujeito. E, geralmente, ocorre por motivo torpe.
Só vale um alerta para os praticantes de abandono: será abandonado um dia. E, por favor, sem queixas e sem falar que não sabe onde errou.
segunda-feira, 8 de junho de 2015
A vela.
A vela prossegue acesa. Embora o vento uive entre as árvores e falte equilíbrio nos pés, urge, como nunca, a necessidade do brilho amarelado da luz da vela.
Mesmo com ondas gigantes no oceano. Mesmo na pior das tempestades, com tudo encharcado, a vela prossegue acesa. Pode a parafina derretida queimar os dedos até sangrar. Pode o tremor do frio e da fome dominar meu corpo. Pode faltar o ar. No que depender de mim, a vela prossegue acesa.
E até mesmo quando não depender de mim. Só não vou roubar ou ludibriar, pois isto apagará a vela. Superarei obstáculos intransponíveis e, por onde eu passar, custe todo o recurso honesto que custar, não haverá extinção da chama.
E mesmo neste firmamento sem fim de palavras mal escritas e bestialidades proferidas a esmo, não me renderei e continuarei a escrever com o máximo de correção possível. Tudo para garantir a compreensão de quem lê.
E a vela prossegue acesa, mesmo com todos que se dizem pensantes, assoprando para apagá-la.
Vida longa a "Última Flor do Lácio", tão " inculta e bela", mas maltratada neste mundo virtual da realidade de mentes falsamente cheias de cultura vazia.
Mesmo com ondas gigantes no oceano. Mesmo na pior das tempestades, com tudo encharcado, a vela prossegue acesa. Pode a parafina derretida queimar os dedos até sangrar. Pode o tremor do frio e da fome dominar meu corpo. Pode faltar o ar. No que depender de mim, a vela prossegue acesa.
E até mesmo quando não depender de mim. Só não vou roubar ou ludibriar, pois isto apagará a vela. Superarei obstáculos intransponíveis e, por onde eu passar, custe todo o recurso honesto que custar, não haverá extinção da chama.
E mesmo neste firmamento sem fim de palavras mal escritas e bestialidades proferidas a esmo, não me renderei e continuarei a escrever com o máximo de correção possível. Tudo para garantir a compreensão de quem lê.
E a vela prossegue acesa, mesmo com todos que se dizem pensantes, assoprando para apagá-la.
Vida longa a "Última Flor do Lácio", tão " inculta e bela", mas maltratada neste mundo virtual da realidade de mentes falsamente cheias de cultura vazia.
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