O músico instrumentista e intérprete Kilder Jarier já esta na estrada há mais de vinte anos. Desde garoto, precisamente aos doze anos de idade já participava como multi instrumentista e back vocal em bandas dos mais variados estilos tal como samba, reggae, pop, sertanejo, forró, dentre outros. Há mais de uma década, Kilder Jarier é componente do “Sabor de Samba”, com renome no samba raiz e MPB. Kilder tocava vários instrumentos como o violão, banjo, cavaquinho e contra baixo. Atualmente acumula as funções de vocalista e violonista do Sabor de Samba, que é o grupo musical mais requisitado pelos grandes clubes sociais de São Paulo (Pinheiros, Paineiras, São Paulo FC, Alphaville Tênis Clube, Palmeiras, Espéria, Paulistano, Colina (Tatuí)), empresas (Abril, Globo, Colgate, Embratel, Camargo Correa, Bayer, Villares, Shopping Interlagos, dentre outras) e casas noturnas do Brasil. Nestes shows ele procura divulgar compositores como Cartola, Noel e Candeia num formato intimista (apenas acompanhado de violão ou uma pequena banda de 3 componentes no máximo), dando uma interpretação toda especial as obras destes mestres. Conheça um pouco do talento de Kilder Jarier nesta exclusiva entrevista do AlôArtista.
Alo Artista: Qual foi o ´click´ que te despertou para a sua profissão?
Kilder Jarier: Sempre, desde muito cedo, tive fascínio pelo palco e pelo microfone. Lembro-me de ter meus cinco anos de idade e brincar de cantar quando todos os meninos brincavam com seus carrinhos. Visto que meus pais sempre incentivaram, tive o “click” definitivo por volta 12 anos de idade, quando comecei a cantar, junto com meus irmãos, num conjunto chamado “Força do Pagode” em São Paulo. Daí eu não parei mais.
AA: Qual o fato ou pessoa que teve mais influência na sua atividade? Quais são suas raízes dentro da sua arte?
KJ: Sempre cito meus pais — Antônio e Elvira — que sempre motivaram não só eu, como meus irmãos também, a desenvolverem o lado artístico e a percepção musical. Um fato relevante foi a primeira vez que ouvi o chorinho “Pedacinho do Céu”, de Waldir Azevedo. Foi ali que decidi que iria tocar um instrumento, e acabei dominando o violão e o cavaquinho de forma auto didata. Quanto às raízes, me vejo no samba e em compositores como Noel, Cartola e Candeia, embora seja bem eclético e cante de tudo. Roberto Carlos e Tim Maia me deixam surpreso, mesmo em gravações que eu já tenha ouvido diversas vezes.
AA: O que você gostaria de ver divulgado, do seu trabalho, nesta entrevista?
KJ: Três coisas: primeiro meu blog: http://kilderjarier.blogspot.com. Lá eu escrevo, na medida em que o tempo permite (visto que além de cantar e cuidar da minha família, também sou professor de Ensino Fundamental 1) um pouco das minhas visões sobre o mundo e divulgar minha carreira. Segundo, divulgar meu show “Corriqueiro” onde canto, no formato violão e voz, sambas que mostram os fatos do dia a dia com poesia. Canto desde Luiz Américo até Noel Rosa, passando até por Silvio da Silva (compositor de “Maneiras”, imortalizada pelo Zeca Pagodinho). É curioso cantar estas canções de forma intimista, visto que ninguém faz isso. O terceiro e último e meu outro show: “Cronistas do Cotidiano” onde canto Noel e Adoniran, ambos com suas canções que mostram, quase com precisão fotográfica, como era a vida no Rio e São Paulo em meados do século XX. Faço este show acompanhado de três músicos, o que inusitado para o samba, e com uma formação incomum para o gênero: contra baixo, sax/flauta, percuteria e eu no violão e na voz. Mas a receptividade do público tem sido boa.
Alo Artista: Qual foi o ´click´ que te despertou para a sua profissão?
Kilder Jarier: Sempre, desde muito cedo, tive fascínio pelo palco e pelo microfone. Lembro-me de ter meus cinco anos de idade e brincar de cantar quando todos os meninos brincavam com seus carrinhos. Visto que meus pais sempre incentivaram, tive o “click” definitivo por volta 12 anos de idade, quando comecei a cantar, junto com meus irmãos, num conjunto chamado “Força do Pagode” em São Paulo. Daí eu não parei mais.
AA: Qual o fato ou pessoa que teve mais influência na sua atividade? Quais são suas raízes dentro da sua arte?
KJ: Sempre cito meus pais — Antônio e Elvira — que sempre motivaram não só eu, como meus irmãos também, a desenvolverem o lado artístico e a percepção musical. Um fato relevante foi a primeira vez que ouvi o chorinho “Pedacinho do Céu”, de Waldir Azevedo. Foi ali que decidi que iria tocar um instrumento, e acabei dominando o violão e o cavaquinho de forma auto didata. Quanto às raízes, me vejo no samba e em compositores como Noel, Cartola e Candeia, embora seja bem eclético e cante de tudo. Roberto Carlos e Tim Maia me deixam surpreso, mesmo em gravações que eu já tenha ouvido diversas vezes.
AA: O que você gostaria de ver divulgado, do seu trabalho, nesta entrevista?
KJ: Três coisas: primeiro meu blog: http://kilderjarier.blogspot.com. Lá eu escrevo, na medida em que o tempo permite (visto que além de cantar e cuidar da minha família, também sou professor de Ensino Fundamental 1) um pouco das minhas visões sobre o mundo e divulgar minha carreira. Segundo, divulgar meu show “Corriqueiro” onde canto, no formato violão e voz, sambas que mostram os fatos do dia a dia com poesia. Canto desde Luiz Américo até Noel Rosa, passando até por Silvio da Silva (compositor de “Maneiras”, imortalizada pelo Zeca Pagodinho). É curioso cantar estas canções de forma intimista, visto que ninguém faz isso. O terceiro e último e meu outro show: “Cronistas do Cotidiano” onde canto Noel e Adoniran, ambos com suas canções que mostram, quase com precisão fotográfica, como era a vida no Rio e São Paulo em meados do século XX. Faço este show acompanhado de três músicos, o que inusitado para o samba, e com uma formação incomum para o gênero: contra baixo, sax/flauta, percuteria e eu no violão e na voz. Mas a receptividade do público tem sido boa.
AA: Qual é a principal ´mancada´ no Brasil, em se tratando de incentivo ao artista? É difícil ser artista neste país? O que poderia ajudar?
KJ: O problema é a massificação que a mídia impõe aos ouvidos das pessoas. Isto, juntamente com o fato do profissional da Arte não ter nenhum respeito pela sociedade, torna-se difícil ser artista, de qualquer ramo, no Brasil. A mídia ser plural, como Brasil é na sua essência, já ajudaria bastante a reverter este quadro.
AA: Quais objetivos você busca em sua carreira?
KJ: Sou instrumentista e cantor há mais de vinte anos, mas sempre atuei no apoio a grupos de pagode e forró, principalmente. Agora quero mostrar como eu sou e minha forma de ver as músicas dos compositores que admiro para todos os cantos possíveis. Além disso, quero escrever no meu blog até reunir material para editar um livro: livro de textos conhecidos. Viver da Arte exclusivamente também é um objetivo.
AA: Como um site como o AlôArtista pode contribuir para ´os artistas´, na sua opinião?
KJ: O site contribui para diminuir a massificação que já disse anteriormente. O “AlôArtista” é plural como o Brasil e como deveria ser tudo pelo mundo. Parabenizo a iniciativa de vocês e agradeço o espaço oferecido. Paz e bem!
KJ: O problema é a massificação que a mídia impõe aos ouvidos das pessoas. Isto, juntamente com o fato do profissional da Arte não ter nenhum respeito pela sociedade, torna-se difícil ser artista, de qualquer ramo, no Brasil. A mídia ser plural, como Brasil é na sua essência, já ajudaria bastante a reverter este quadro.
AA: Quais objetivos você busca em sua carreira?
KJ: Sou instrumentista e cantor há mais de vinte anos, mas sempre atuei no apoio a grupos de pagode e forró, principalmente. Agora quero mostrar como eu sou e minha forma de ver as músicas dos compositores que admiro para todos os cantos possíveis. Além disso, quero escrever no meu blog até reunir material para editar um livro: livro de textos conhecidos. Viver da Arte exclusivamente também é um objetivo.
AA: Como um site como o AlôArtista pode contribuir para ´os artistas´, na sua opinião?
KJ: O site contribui para diminuir a massificação que já disse anteriormente. O “AlôArtista” é plural como o Brasil e como deveria ser tudo pelo mundo. Parabenizo a iniciativa de vocês e agradeço o espaço oferecido. Paz e bem!
