A vida é permeada e conduzida por escolhas. Desde a preferência por café ou chocolate no leite, até os nomes que escolhemos para nossos filhos (imensa responsabilidade), passamos as 24 hortas do dia escolhendo. Até quando optamos pelo imobilismo, estamos fazendo uma escolha. Até a neutralidade é uma escolha.
Dentro de uma situação você pode até escolher a neutralidade, ficar “em cima do muro”. Você escolhe não tomar partido, mas não foge da escolha. Opinar é algo inerente a vida. Creio que sem esta prerrogativa não haveria nenhum tipo de vida na Terra.
Entretanto, o que pauta as escolhas? Respondo: o bem estar. Escolher por “A” ou “B” decorre do quão bem você ficará diante das variáveis disponíveis. Cada opção busca um cenário onde o conforto seja maior que o incômodo. Até quando a situação é ruim, você escolhe aquilo que traga menos sofrimento.
Mas toda escolha traz renúncia, visto que nada é totalmente bom ou ruim. Tal “Yin e Yang”, tudo que é bom contem um pouco de mal e vice versa. Mesmo assim você busca seu conforto (ou a fuga do sofrimento maior), abre mão do pouco (ou muito) do bom e segue na busca incessante de bem estar ou, como dizem alguns, felicidade (que para mim é algo absolutamente utópico).
Não que a felicidade não exista, mas não está, em minha opinião, na chegada num objetivo, mas no caminho que se faz para ela. A felicidade é composta por pequenas tristezas e grandes renúncias. Ao chegar ao objetivo (felicidade para muitos), logo se procura outras coisas para satisfazer a ânsia de conquistas, vitórias, fugas, tristezas e, sobretudo, renúncias que constroem e dão humanidade a vida carnal dos seres ditos racionais deste planeta.
Assim, mesmo quando estamos numa condição melhor e com a vida mais organizada, velamos e choramos as renúncias que somos obrigados a fazer para atingir este objetivo. Então vemos que, mesmo sofrendo muito na condição anterior, éramos felizes... Só não sabíamos.
Dedico este texto para minha amiga, porque não dizer irmã, Eliane.
Paz e bem!
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