Sair da cama é fácil. Você ouve o despertador, abre os olhos, arremessa as pernas para fora da cama, se põe de pé e encara o dia com suas tarefas.
Quem sai da cama todos os dias faz isto com um peso nos tornozelos, pois não é fácil abandonar o conforto e aconchego do leito. A partir desta saída o dia fica pesaroso e cansativo. O desejum, entremeado de bocejos, é escasso de sabor e desce na goela como arame farpado. A ida ao trabalho é desconfortável, o trabalho é enfadonho.
Mas o retorno para casa é feliz, pois jogará a carcaça na cama e descansará, mesmo saindo da cama mais cansado que no dia anterior.
Agora, diferente é quem acorda de manhã. Ao abrir os olhos, ao acordar, você faz força para colorir a vida. Não importa as dificuldades (que não sumiram durante o descanso), abre-se um sorriso e se declara um obrigado ao Criador pela volta a vida e se espreguiça alongando cada célula do corpo injetando ânimo para alegrar e ser alegre.
O café da manha sacia o espírito, a ida ao trabalho pode ser sofrida, mas a seara pesada fica suave e a volta para casa é lenitivo com sabor de missão cumprida. E, ao deitar ou a todo instante, se agradece a dádiva de estar vivo e se ausenta dela na esperança de revigorar o físico para a labuta que é existir.
E o mais bacana: a escolha é sua.
Você sai da cama ou acorda todas as manhãs?
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