sábado, 2 de maio de 2015

A imbecilidade das massas.

A negação da verdade é pior que a certeza da mentira. A impressão é que a letargia das pessoas diante dos acontecimentos é algo comum e prazeroso para aqueles que estão no comando. Esta sanha por posses e poder faz parecer natural o derretimento de cérebros e consciência das pessoas.

É sabido que, para os governantes, é salutar a imbecilidade das massas. A ignorância é a principal ferramenta de perpetuação dos mesmos no poder. Todavia isto era feito na surdina, disfarçando e dando caráter de bem estar a cada retrocesso. Atualmente a governança se despiu de vergonha e atua sem esconder seu propósito de degradar para se manter no comando.

E isso nada tem a ver com moral e bons costumes. Muito menos com algum discurso engajado de direita ou esquerda. Isto tem a ver com aquilo que independe de doutrina politica ou credo religioso. Tem a ver com bom senso.

Minha filha é das Artes desde os três anos. Hoje com dez ela, aos poucos, vai consolidando seus gostos, preferências e, principalmente, seu processo de aprendizado com o trato profissional com a Arte.

Cabe a mim, como pai e responsável por ela, garantir que sua manifestação artística ocorra com tranquilidade e de forma genuína, sem dar margens a interpretações errôneas e condutas inadequadas para uma criança.

Desta forma eu não entendo a visibilidade oferecida e a absoluta inoperância da Justiça - que é uma instancia governamental - a respeito de crianças que dançam com roupas e coreografias com conotação sexual e cantar músicas de gosto discutível e conteúdo escatológico.

Pior: parece que o poder quer, desde muito jovem, que as pessoas não precisam, para propagar e viver de Arte, se pautarem de estudo e respeito. Existe até apoio público para estas práticas. Não quero ser repetitivo, mas o mundo está muito, mas muito, estranho: se aplaude e dá audiência ao rebolar desconexo de uma criança e fingimos não ver o tratamento criminoso que se dá a aqueles que estudam e batalham para fazer Arte com conteúdo de qualidade. Estranho isso. Não é?

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