Gostaria de ver alguém com coragem para mudar o nome deste negócio. O nome dele não está certo. Ao invés de Educação, seria melhor chamá-la de Erudição.
Digo isso porque o termo Educação é muito amplo e, na tentativa de abarcar uma série de aspectos da formação humana, acaba por não dar conta de seu princípio: a Erudição.
O sujeito erudito é conhecedor daquilo que se propõe a saber e sabe fazer uso de um determinado cabedal de saberes para atingir seus objetivos. E não, necessariamente e a via de regra, de forma educada.
E o processo de erudição exige conhecimento teórico, observação da realidade e muita prática. Depois de alguns muitos anos apoiado nesta tríade a pessoa pode se considerar erudita. Mas talvez jamais será educada.
Dentro de uma escola a prática é a base da formação erudita. Prática em quê? Prática em viver. As escolas deveriam "brincar de viver" a todo tempo, seja no exercício das atividades cotidianas (cozinhar, costurar, comprar, organizar...) ou de outras não tão rotineiras (produzir um livro, entrevistar pessoas, viajar...) a escola deveria estar impregnada de tarefas práticas que justificariam a importância do registrar, contar, exemplificar, observar...
Confesso que me apavora ver o foco que se dá na alfabetização dos alunos. Caso o mesmo tenha algum comprometimento, tal processo ocorre, sem sofrimento ou trauma, em sete ou oito meses. Alfabetização é ferramenta. O que se faz com ela depois é o que importa. Isso ocorre junto com a Erudição e sem ser fim em si mesmo.
E esta tarefa de "brincar de viver" é a que dá acesso ao currículo oculto (o primordial a ser aprendido até os 10 ou 11 anos de idade, porque depois ele não é assimilado): respeito, tolerância, equidade, solidariedade, trabalho coletivo, cidadania... Coisas tão em falta nos dias de hoje e que lápis, papel e tecnologia avançada não ensinam.
Desta feita, tente parar de educar. A humanidade tenta isso há milênios e fracassa. Vamos nos preocupar, na oficina da vida, em termos pessoas eruditas, com conhecimentos plenos em vários ramos da cultura e conhecimento. Inclusive sabedoras de seu papel social, para quem sabe, assim, tentarem agir educadamente.
E por favor: sejam eruditos suficiente para não me levarem a sério.
Nenhum comentário:
Postar um comentário